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Saúde

Câncer colorretal é o 3º mais comum no Brasil, alerta Unimed Cuiabá

Amanda Rocha
Última atualização: 5 de março de 2026 16:00
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O câncer colorretal, que inclui tumores de cólon e reto, é o terceiro tipo mais comum no Brasil. A Unimed Cuiabá alerta que o diagnóstico tardio é uma preocupação crescente entre especialistas.

Conforme estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 53.810 novos casos por ano entre 2026 e 2028, representando 10,4% de todos os diagnósticos oncológicos. O aumento da visibilidade do tema se deu após casos de personalidades conhecidas, como a cantora Preta Gil, diagnosticada em 2025 aos 50 anos, e o ator Chadwick Boseman, que faleceu em 2020 aos 43 anos.

A campanha Março Azul-Marinho, dedicada à conscientização sobre o câncer colorretal, destaca que mudanças no estilo de vida e a dificuldade de acesso ao rastreamento são fatores que contribuem para o crescimento dos casos, especialmente entre pessoas com menos de 50 anos.

A Unimed Cuiabá oferece acompanhamento integral ao paciente oncológico por meio da Jornada do Paciente Oncológico (JPO), que conta com um comitê multidisciplinar para alinhar os fluxos assistenciais às diretrizes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

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O médico gastroenterologista Alberto Bicudo Salomão, cooperado da Unimed Cuiabá, afirma que o câncer colorretal é uma doença multifatorial, com a maioria dos casos relacionada ao estilo de vida atual. Ele menciona que o sedentarismo, a alimentação rica em carnes processadas, o baixo consumo de fibras, a obesidade, o tabagismo e o consumo excessivo de álcool aumentam significativamente o risco.

Salomão também destaca que o intestino possui um sistema nervoso próprio e se comunica constantemente com o cérebro, o que pode influenciar a saúde intestinal. A obesidade, por sua vez, está associada a alterações hormonais e inflamação crônica, aumentando o risco de câncer.

O câncer colorretal pode evoluir silenciosamente nas fases iniciais, geralmente originando-se de pólipos que permanecem assintomáticos por anos. O rastreamento é essencial, mesmo na ausência de sintomas, e os sinais de alerta incluem alterações persistentes no hábito intestinal, presença de sangue nas fezes e dor abdominal contínua.

A recomendação atual é iniciar o rastreamento a partir dos 45 anos, ou 10 anos antes se houver histórico familiar. Os métodos de detecção incluem pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia, que é considerada o padrão-ouro.

O tratamento do câncer colorretal varia conforme o estágio da doença e pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia. A abordagem é cada vez mais individualizada, e técnicas minimamente invasivas têm reduzido complicações e tempo de recuperação. A desigualdade social também impacta o diagnóstico e tratamento, com muitos pacientes descobrindo a doença em estágios avançados devido à dificuldade de acesso a exames.

O médico responsável pela informação é Dr. Carlos Bouret, CRM 2426 MT – RQE 501 – RQE 1288.

TAGGED:Agência Nacional de Saúde SuplementarAlberto Bicudo SalomãoAmerican Society of Clinical Oncologycâncer colorretalCuiabáDr. Carlos BouretInstituto Nacional de CâncerMarço Azul-MarinhoMTPREVENÇÃOrastreamentoUnimed Cuiabá
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