A fome global diminuiu pelo terceiro ano consecutivo em 2025, atingindo 7,8% da população mundial, segundo um relatório das Nações Unidas. A queda, que alcançou 645 milhões de pessoas, ocorreu apesar de riscos crescentes de choques climáticos e perturbações no comércio internacional.
O progresso foi impulsionado por avanços na Ásia, especialmente na Índia, onde a fome caiu para menos de 10% com programas de assistência social e maior produtividade agrícola. Países africanos também mostraram sinais de melhora, embora o continente ainda apresente a maior população subnutrida do mundo, com 309 milhões de afetados.
Máximo Torero, economista-chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), afirmou que a tendência é otimista, mas alertou para ameaças significativas. Problemas no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz elevam custos de combustíveis e fertilizantes, enquanto um potencial El Niño pressiona a produção agrícola.
Apesar da redução da fome, o acesso a alimentação saudável permanece um desafio. O relatório estima que 2,69 bilhões de pessoas não têm condições financeiras de manter uma dieta saudável, com custo médio de US$4,28 por dia. Na África, essa disparidade é mais acentuada, com 66,1% da população sem condições de arcar com o custo.

