Um casal de empreendedores, Hans e Priscila Neus, criou um spa de terapias orientais em Paraty, no Rio de Janeiro, que faturou cerca de R$ 1,2 milhão em 2025. A iniciativa surgiu após suas experiências de viagem pela Ásia, onde se interessaram por práticas de bem-estar e relaxamento.
Hans, holandês, chegou ao Brasil para trabalhar em uma multinacional em São Paulo. Durante esse período, ele se interessou pela cultura oriental, especialmente após um curso sobre a filosofia chinesa dos cinco elementos e técnicas de massagem. Priscila, bióloga marinha, acompanhou Hans em uma transferência profissional para Singapura, onde a imersão cultural começou.
Entre os anos 2000 e 2010, o casal viajou por países como Malásia, Indonésia e Japão, conhecendo diversas práticas terapêuticas. Ao retornar ao Brasil, decidiram transformar esse interesse em um negócio. O projeto inicial era um resort de bem-estar, mas evoluiu para um day spa, focado em relaxamento e cuidados corporais.
Paraty foi escolhida por ser uma cidade pequena, com natureza e fluxo turístico internacional, ideal para oferecer um refúgio de relaxamento. O investimento inicial no spa foi de cerca de R$ 350 mil.
Durante a pandemia de Covid-19, o spa fechou temporariamente. Nesse período, Hans criou uma startup para conectar terapeutas e clientes online, adquirindo conhecimentos em gestão. Após a pandemia, o casal reabriu o spa em parceria com um hotel no centro histórico de Paraty, reduzindo custos fixos.
O catálogo do spa inclui rituais de diversas tradições asiáticas, como técnicas de Bali, Índia, Tibete, Java e Tailândia. Os serviços mais procurados são massagens de corpo inteiro e terapias de relaxamento profundo, com um ticket médio de R$ 348 em 2025. Atualmente, cerca de 15 terapeutas trabalham no local, realizando aproximadamente 250 atendimentos por mês.
Os terapeutas atuam como microempreendedores individuais (MEI), organizando suas agendas de acordo com a demanda. Esse modelo trouxe eficiência operacional e flexibilidade para os profissionais. A clientela do spa é composta por brasileiros e estrangeiros, sendo que os últimos representam cerca de 70% dos clientes.
Hans e Priscila acreditam no crescimento do setor de bem-estar, que ocupa o 12º lugar no ranking mundial, segundo o Global Wellness Institute. “Mesmo com o avanço da tecnologia, o toque humano e o cuidado com o bem-estar não são fáceis de substituir”, afirma Hans.


