Caso da PM Gisele Alves Santana: detalhes sobre a investigação e prisão do suspeito

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

No dia 18 de fevereiro, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça em seu apartamento no Brás, São Paulo. O companheiro dela, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, estava presente no local.

Uma testemunha ouviu um disparo às 7h28. O tenente-coronel acionou o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) às 7h57, relatando o caso como suicídio. No entanto, a família de Gisele contestou essa versão desde o início.

Geraldo afirmou à polícia que estava no banho no momento do disparo. Contudo, socorristas que chegaram ao local notaram que ele estava seco e não havia sinais de água no banheiro. Além disso, uma foto da vítima com a arma na mão foi tirada, o que, segundo o advogado da família, José Miguel Silva Junior, é incomum em casos de suicídio.

““A posição da arma bem encaixada na mão é incomum em casos de suicídio”, disse o advogado.”

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Na manhã do dia da ocorrência, o tenente-coronel contatou o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, que foi ao apartamento do casal. No mesmo dia, três mulheres policiais foram ao local para realizar uma limpeza, conforme depoimentos à Polícia Civil.

Em 19 de fevereiro, o primeiro laudo necroscópico indicou lesões na face e no pescoço da soldado, compatíveis com pressão digital e escoriação causada por unha. No dia 6 de março, o corpo de Gisele foi exumado para novos exames, e um laudo posterior confirmou lesões contundentes na face e na região cervical.

No dia 17 de março, a Justiça Militar concedeu um mandado de prisão preventiva contra Geraldo. A Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou o tenente-coronel por feminicídio e fraude processual. Na manhã de hoje, 18 de março, Geraldo Leite Neto foi preso em sua residência em São José dos Campos (SP) e levado ao 8º Distrito Policial, onde o caso está sendo investigado. Ele deve ser transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, à disposição da Justiça.

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