Chefe de facção foge de presídio e comanda esquema criminoso em MT

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, de 34 anos, foi condenada a 99 anos e 11 meses de prisão em regime fechado pelas mortes de quatro trabalhadores em Mato Grosso. A condenação ocorreu em março de 2025, após o Conselho de Sentença reconhecer que os homicídios foram cometidos por motivo torpe e com emprego de meio cruel.

Os crimes aconteceram em 2022, no município de Nova Monte Verde, a 920 km de Cuiabá. Angélica cumpria pena no presídio feminino Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, até a madrugada de 17 de agosto de 2025, quando fugiu da unidade prisional acompanhada de outra detenta, Jéssica Leal da Silva, de 36 anos. Desde então, Angélica é considerada foragida e classificada como de alta periculosidade.

Após a fuga, Angélica continuou a liderar a organização criminosa Comando Vermelho, em parceria com sua filha, seu genro e seu pai. Nesta quinta-feira (5), a família foi presa durante a Operação Showdown, que investiga um esquema de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e exploração ilegal de jogos de azar. Os três eram identificados como operadores financeiros do grupo.

Durante a operação, Angélica foi o único alvo não localizado pela polícia. A família movimentou mais de R$ 20 milhões em menos de dois anos, valores considerados incompatíveis com a renda declarada. Mandados foram cumpridos em Nova Bandeirantes e Alta Floresta.

A filha de Angélica, Kauany Beatriz de Sá, se apresenta como influenciadora e proprietária de uma loja de roupas e um estúdio de sobrancelhas, além de divulgar jogos de azar online. O marido, Guilherme Laureth, exibia viagens e bens de alto valor nas redes sociais. A investigação revelou que esses negócios funcionavam como fachada para justificar ganhos ilícitos.

O pai de Angélica, Paulo Felizardo de Sá, gerenciava um garimpo irregular em Alta Floresta, além de um bar e um prostíbulo nas proximidades de Nova Bandeirantes, segundo a polícia.

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