O chef dinamarquês Rene Redzepi, cofundador do Noma, anunciou nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, que está se afastando do cargo após denúncias de abusos.
Redzepi, que liderou o restaurante várias vezes eleito o melhor do mundo, publicou em sua conta no Instagram: “Após mais de duas décadas construindo e liderando este restaurante, decidi me afastar”.
O jornal The New York Times divulgou no último fim de semana depoimentos detalhados de testemunhas sobre abusos cometidos no Noma, incluindo episódios de violência física e humilhação pública entre 2009 e 2017.
“Trabalhei para ser um líder melhor e o Noma deu grandes passos para transformar a cultura ao longo de muitos anos. Reconheço que essas mudanças não reparam o passado”, afirmou Redzepi. “Um pedido de desculpas não basta; eu assumo a responsabilidade pelos meus atos.”
Em fevereiro, Jason Ignacio White, ex-coordenador do laboratório de fermentação do Noma, começou a publicar relatos de abusos que testemunhou durante seu tempo no restaurante. “Noma não é uma história de inovação. É a história de um maníaco que gerou uma cultura de medo, abuso e exploração”, declarou White no Instagram.
O nome do restaurante é um acrônimo das palavras dinamarquesas “nordisk” (nórdico) e “mad” (comida). O Noma foi inaugurado em 2003 em um cais no centro de Copenhague. O restaurante fechou em 2016 e reabriu dois anos depois nos arredores da cidade.


