Deputada Carol Dartora relata ameaças de morte e pede investigação

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A deputada federal Carol Dartora (PT-PR) relatou, em suas redes sociais na segunda-feira (16), ter recebido ameaças de morte, violência sexual e insultos raciais através de um e-mail de um usuário desconhecido.

A parlamentar acionou a PGR (Procuradoria-Geral da República), a PF (Polícia Federal), o Ministério da Justiça, a Polícia Legislativa e a Polícia Civil do Paraná para investigar o caso. Segundo a assessoria de Dartora, as autoridades já abriram um inquérito para apurar as denúncias.

A PF informou que não comenta investigações que possam estar em andamento. Em um vídeo publicado, Carol expôs as mensagens recebidas e afirmou: “Esse tipo de mensagem não é apenas um ataque pessoal, ele revela algo mais profundo, a violência política de gênero e raça que mulheres negras como eu enfrentam quando ocupam espaços de poder no Brasil. Eu sou a primeira deputada federal negra do Paraná”.

A deputada destacou que ameaças não são meras “opiniões” ou “ódio da internet”, mas sim crimes. “Quem ameaça matar é criminoso. Quem ameaça estuprar é criminoso. Quem pratica racismo é criminoso”, afirmou.

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Ela acrescentou: “Esses ataques têm endereço certo. Acontecem com frequência contra mulheres que ocupam espaços de poder, e com ainda mais violência contra mulheres negras. Existe hoje uma tentativa organizada de espalhar medo, intimidar e expulsar mulheres da política por meio do ódio, da humilhação e da violência. É racismo, é misoginia e é violência política.”

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai, emitiu uma nota repudiando os ataques e expressando solidariedade à deputada. “Carol Dartora foi atacada exatamente por aquilo que ela representa, uma mulher negra que não aceita o lugar de silêncio que o racismo e o machismo tentam impor”, diz o comunicado.

A bancada do PT exige uma investigação rigorosa, responsabilização do autor e a garantia da segurança e integridade física da parlamentar.

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