Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, passou sua primeira noite no presídio Bangu 8 em uma cela de 7 metros quadrados. Ele foi condenado por ser o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Brazão chegou ao presídio por volta das 15h do dia 18 de março de 2026, conforme informações da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária. Ele está isolado na cela e, na noite de sua chegada, jantou a mesma refeição servida aos demais presos da unidade, que consistiu em arroz, feijão, legumes cozidos, salpicão de frango e salada de alface com tomate. Para sobremesa, foi oferecido um doce de leite com amendoim.
Na manhã do dia 19 de março, estava previsto o café da manhã de Brazão, que incluiria um copo de café com leite e um pão com manteiga. Sua transferência para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, destaca a notoriedade dessa unidade prisional, que abriga presos de perfil político ou midiático.
No dia 25 de fevereiro, a 1ª Turma do STF condenou Domingos Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão por sua participação como mandante no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, crime ocorrido em março de 2018. Antes de ser transferido para Bangu 8, ele estava detido no presídio federal de Porto Velho, em Rondônia.
Bangu 8 já recebeu diversos políticos, empresários e ex-agentes públicos envolvidos em casos de grande repercussão nacional, especialmente em investigações de corrupção.


