O empresário do Espírito Santo, José Carlos Bergamim, embarcou neste sábado (7) em um voo de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com destino a São Paulo. Ele estava entre os brasileiros que ficaram presos em um cruzeiro em meio à guerra no Oriente Médio.
Bergamim, que também é vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), fazia parte de um grupo de cerca de 20 capixabas que aguardavam autorização para deixar a região desde o dia 28 de fevereiro, quando o navio em que estavam ficou parado no porto de Dubai.
Nos últimos dias, várias alternativas foram discutidas para retirar os brasileiros da região. Uma delas era seguir de ônibus até Omã para pegar um voo fretado. “Eles tentaram levar a gente para Omã na quinta-feira à noite. São cerca de sete horas de ônibus. Era a única alternativa que tinham encontrado naquele momento”, relatou.
O plano acabou sendo cancelado devido a problemas no aeroporto de Omã, onde o voo fretado também foi suspenso. Na sexta-feira (6), a ideia de seguir até o país vizinho voltou a ser considerada, mas a situação mudou quando a companhia aérea confirmou que o voo comercial original entre Dubai e São Paulo seria retomado.
Enquanto aguardava o check-in no aeroporto de Dubai, o grupo enfrentou momentos de tensão. Bergamim contou que foram ouvidos estrondos provocados pela interceptação de mísseis na região. “Deu dois estrondos, tipo interceptação de míssil. Quando isso acontece, o aeroporto para tudo e todo mundo vai para áreas mais protegidas”, afirmou.
Após o check-in, a imigração foi interrompida temporariamente por causa dos alertas de segurança. Na área de embarque, passageiros chegaram a entrar na aeronave, mas foram orientados a desembarcar novamente após estilhaços de um míssil interceptado caírem próximos à área onde estavam os aviões. “A gente via fogo e fumaça ali na frente. Não era uma coisa muito grande, mas assusta”, contou.
O voo foi reagendado e saiu de Dubai na manhã deste sábado. Bergamim disse que o trajeto até São Paulo deve durar cerca de 16 horas. Do aeroporto paulista, ele ainda deve seguir para o Espírito Santo. Apesar do susto e da incerteza dos últimos dias, o empresário afirmou que o grupo ficou bem. “Não aconteceu nada de grave com a gente, além dessa extrema tensão e da incerteza sobre o retorno”, disse.


