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Segurança

Entidades repudiam morte de médica por PMs no Rio

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 07:36
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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Diversas instituições manifestaram repúdio à morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, durante uma abordagem policial em Cascadura, zona norte do Rio de Janeiro, na noite de domingo (15).

Andréa era ginecologista e cirurgiã, especialista em casos de endometriose. O Ministério da Saúde destacou em nota as quase duas décadas de trajetória da profissional no cuidado de pacientes no Instituto Nacional de Câncer (Inca). Ela foi morta, por PMs, dentro de seu carro.

Ao longo de sua atuação, contribuiu para o cuidado humanizado de pessoas com câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, integrava a equipe do Hospital do Câncer IV, unidade especializada em cuidados paliativos. “Neste momento de tristeza, o Ministério da Saúde se solidariza com familiares, amigos, colegas de trabalho e pacientes, expressando suas mais sinceras condolências”, ressaltou em nota.

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) manifestou indignação com a morte da médica e pediu investigação criteriosa às autoridades. “O Conselho pede às autoridades todo rigor em relação à apuração do caso, independentemente de qualquer circunstância, e lamenta a situação de insegurança pública em que, diariamente, médicos e toda a sociedade estão sujeitos”, afirmou.

A Associação dos Funcionários do Instituto Nacional de Câncer (Afinca) reforçou em nota o compromisso com a memória da profissional, que deve ser tratada “como legado de dedicação à medicina e ao serviço público”. A Unimed Nova Iguaçu, instituição em que a médica foi colaboradora, também agradeceu a dedicação da profissional, “sempre marcada pela dedicação à saúde suplementar e ao cooperativismo”.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, repudiou a morte da médica por meio das redes sociais. “Até quando a ausência de políticas eficazes de segurança pública continuará produzindo cenas como essa? Até quando vamos perder pessoas negras para a violência?”, questionou.

De acordo com a Polícia Militar do Rio, os agentes teriam confundido o carro da médica com um veículo ocupado por criminosos, que estariam cometendo assaltos no bairro de Cascadura. A vítima morreu na hora. “A equipe que participou da ação usava câmeras corporais, e os equipamentos estão à disposição das autoridades. Os três militares foram afastados de suas funções”, informou a corporação em nota.

A Secretaria de Estado de Polícia Militar lamentou a morte e informou que, por determinação do secretário de Polícia Militar, Marcelo de Menezes Nogueira, foi instaurado um procedimento para apurar os fatos ocorridos durante a ação. As investigações estão sendo conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

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