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Leitura: Especialista analisa uso de IA na guerra do Oriente Médio
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Internacional

Especialista analisa uso de IA na guerra do Oriente Médio

Amanda Rocha
Última atualização: 6 de março de 2026 09:32
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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A guerra no Oriente Médio está sendo marcada pela utilização sem precedentes de inteligência artificial em operações militares. Beny Fard, especialista em investimentos internacionais e iraniano residente no Brasil, destacou essa questão durante uma entrevista.

Segundo Fard, este conflito representa um marco histórico no uso de tecnologias avançadas em cenários de guerra. Ele afirmou:

““Essa é possivelmente a primeira guerra que nós estamos experienciando que tem usado de forma objetiva e expansiva a inteligência artificial, o uso de inteligência de dados em tempo real para a tomada de decisão muito mais rápida do que se tomava alguns anos atrás.””

O especialista avaliou que os ataques recentes de Israel e dos Estados Unidos conseguiram enfraquecer significativamente o regime iraniano, que já apresentava fragilidades em sua estrutura militar. Fard traçou um paralelo com o colapso da União Soviética, afirmando:

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““O Irã já vinha dando demonstrações de que a retórica era muito mais forte do que a realidade dos fatos da sua estrutura.””

Ele destacou que a tensão atual começou a escalar em 2020, com a morte do general iraniano Qassem Soleimani em um ataque americano no Iraque. Fard comentou sobre a chamada “Guerra dos Doze Dias”, ocorrida no ano passado, que expôs a incapacidade do regime iraniano de proteger seu próprio espaço aéreo:

““Em pouquíssimo tempo, somente caças israelenses sobrevoavam o espaço aéreo e coordenavam ações no espaço aéreo iraniano.””

O especialista também contextualizou as intervenções externas no Irã ao longo do século XX, mencionando ações dos Estados Unidos, Reino Unido e União Soviética que influenciaram a política interna iraniana. Ele afirmou:

““Historicamente, há intervenções externas no sentido de apoiar ou de destituir.””

Diante do enfraquecimento atual, Fard acredita que o regime dos aiatolás precisará negociar para manter minimamente sua estrutura de poder. Ele observou que a capacidade de contra-ataque do Irã tem se reduzido progressivamente, enquanto Israel demonstra crescente assertividade em suas operações militares, utilizando tecnologias avançadas como inteligência artificial, dados satelitais e drones.

TAGGED:Beny FardEstados UnidosGuerraInteligência ArtificialIsraelOriente MédioQassem SoleimaniReino UnidoUnião Soviética
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