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Saúde

Estudo confirma segurança da vacina contra herpes-zóster para pacientes reumáticos

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 16:58
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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Um estudo inédito realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) revelou que a vacina contra herpes-zóster é segura para pacientes com doenças reumáticas autoimunes (DRAI), como artrite reumatoide e lúpus. A pesquisa, que acompanhou 1.192 pacientes com nove diagnósticos diferentes, mostrou que não houve aumento do risco de agravamento das doenças pré-existentes, mesmo entre aqueles com doença ativa ou em tratamento com imunossupressores.

Cerca de 90% dos participantes desenvolveram anticorpos adequados após as duas doses da vacina. A responsável pela pesquisa, Eloisa Bonfá, titular de Reumatologia do Departamento de Clínica Médica da FMUSP, destacou que este é o maior estudo do mundo a avaliar, de forma sistemática, a segurança e a capacidade da vacina de estimular as defesas do corpo em pacientes com sistema imunológico fragilizado.

““Trinta porcento dos nossos pacientes estavam com a doença em atividade, tomaram a vacina e não tiveram piora, mostrando que ela é altamente segura para essa população”, afirmou a especialista.”

Os dados indicam que a taxa de piora nos pacientes vacinados foi de 14%, semelhante aos 15% observados no grupo que recebeu apenas placebo. Além disso, os pacientes vacinados relataram menos eventos adversos, como dor no local da aplicação e febre, em comparação ao grupo de controle formado por pessoas saudáveis.

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Eloisa Bonfá explicou que a maioria dos pacientes incluídos no estudo tinha artrite reumatoide, que afeta 1% da população adulta, e lúpus, que é menos comum. O estudo também incluiu pessoas com esclerodermia, espondilartrite e outras patologias raras. No entanto, a resposta imune foi menor em pacientes que utilizam medicamentos como rituximabe e micofenolato de mofetila.

““Esses não responderam bem, então é preciso fazer uma análise separada, talvez tomar uma dose a mais, fazer algum reforço”, disse a médica.”

A vacina recombinante já está disponível no mercado e é recomendada para pessoas acima de 50 anos, faixa etária com maior risco para a herpes-zóster. Eloisa Bonfá ressaltou a importância da vacina, afirmando que a infecção em pacientes com doenças reumáticas pode resultar em altos custos para o sistema de saúde devido à necessidade de internação.

““A vacina evita essa complicação que pode levar até a morte”, concluiu a especialista.”

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista científica The Lancet Rheumatology.

A herpes-zóster, também conhecida como cobreiro, é causada pelo vírus Varicela-Zóster (VVZ), o mesmo que provoca a catapora. O vírus permanece em latência durante toda a vida e pode se reativar na idade adulta ou em pessoas com comprometimento imunológico. Os principais sintomas incluem dor intensa, formigamento, ardor e coceira na região afetada, além de febre baixa e mal-estar.

TAGGED:doenças reumáticasEloisa BonfáFaculdade de Medicina da USPherpes-zósterSão PauloUSPVacina
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