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Estupro coletivo em Copacabana: novas vítimas denunciam grupo de jovens

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Uma série de novas denúncias de estupro coletivo em Copacabana, Rio de Janeiro, emergiu após o relato de uma estudante de 17 anos, que foi violentada por quatro homens e um menor de idade em um apartamento no final de janeiro.

A jovem, que rompeu o silêncio, encorajou outras adolescentes a relatarem experiências semelhantes com os mesmos suspeitos. O irmão da vítima foi a primeira pessoa a quem ela pediu ajuda, enviando uma mensagem: ‘preciso de ajuda agora, é sério. Acho que fui estuprada’.

A avó da adolescente, que tem a guarda dela, descreveu o impacto ao ouvir o que aconteceu: ‘Ela me abraçou e falou: ‘mãe, desculpa’. Eu falei: ‘desculpa de quê? Você não teve culpa’.’ Quando ajudou a neta a levantar o vestido, viu hematomas graves: ‘Não era um roxo, era um roxo preto, em várias partes. Fiquei apavorada.’

O estupro ocorreu em 31 de janeiro, quando a estudante foi convidada ao apartamento por um colega de escola, um menor de 17 anos. Imagens de câmeras de segurança mostram os jovens entrando no prédio e a vítima chegando com o menor. Segundo o depoimento da menina, ela foi levada ao quarto para namorar, momento em que os outros quatro jovens invadiram o cômodo.

Ela afirmou que negou todas as tentativas de convencimento para ter relações com os amigos do garoto, que a imobilizaram e trancaram a porta. O relato indica que, por aproximadamente uma hora, os cinco se revezaram nas agressões sexuais e físicas. O delegado responsável pelo caso, Angelo Lages, confirmou que as lesões são compatíveis com o depoimento da vítima.

Após o crime, câmeras do prédio registraram o menor e a vítima deixando o apartamento, enquanto os suspeitos apareciam celebrando no elevador. O menor continuou frequentando a escola e, segundo a família, passou a rondar a irmã mais nova da vítima, de 12 anos.

Com a divulgação do caso, outras vítimas procuraram a polícia. Uma mãe relatou que sua filha, então com 14 anos, foi violentada por parte do mesmo grupo. Outra jovem, agora maior de idade, contou ter sido abusada em uma festa por um dos acusados: ‘Ele começou a forçar um sexo oral nele, entendeu?’. Ela afirmou que nunca contou por não ter assimilado o trauma até ver o caso da adolescente de 17 anos.

O Colégio Pedro II, onde os suspeitos estudam, afirmou que todas as denúncias são acolhidas e que um processo disciplinar foi aberto, podendo resultar no desligamento compulsório dos envolvidos. Quanto à situação dos suspeitos, quatro maiores de idade se entregaram e foram encaminhados ao sistema penitenciário, enquanto o menor foi apreendido e levado ao Degase. As defesas dos cinco negam as acusações e afirmam que irão provar a inocência no decorrer do processo.

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