Quatro jovens suspeitos de envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, passaram a noite em celas separadas do restante dos detentos. A informação foi divulgada pela Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária).
Ainda segundo a Seap, não houve intercorrências durante o período e todos os presos se alimentaram normalmente. O almoço servido consistiu em salada de repolho, almôndegas, cenoura cozida, arroz, feijão, fruta e suco.
Dois dos acusados, João Gabriel Xavier Bertho e Mattheus Verissimo Zoel Martins, devem passar por audiência de custódia na tarde desta quinta-feira (5). Nessa etapa, a Justiça avalia a legalidade das prisões e decide se os investigados permanecerão presos ou se poderão responder ao processo em liberdade.
Entre os presos está Bruno Felipe dos Santos Allegretti, que se entregou na Delegacia de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, na quarta-feira (4). Ele era o último adulto investigado considerado foragido no caso. Vitor Hugo Oliveira Simonin também se apresentou às autoridades no mesmo dia, horas antes, na 12ª DP (Copacabana).
De acordo com a PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro), cinco pessoas foram responsabilizadas pelo caso: quatro maiores de idade e um adolescente. Para os adultos, a Justiça decretou prisão preventiva, enquanto o menor é investigado.
A defesa de Vitor Hugo afirmou que o jovem nega participação no crime, embora admita que estava no apartamento onde o caso teria ocorrido. O advogado declarou que o cliente não teve oportunidade de ser ouvido durante a investigação e que tomou conhecimento de uma outra denúncia envolvendo o jovem, mas ainda não teve acesso ao conteúdo do material.
Em nota, o advogado de João Gabriel negou a acusação de estupro e informou que “confia que a Justiça, de forma isenta, irá apurar os fatos e decidirá pela improcedência da denúncia”. A defesa de Matheus não se manifestou, e o jovem permaneceu em silêncio durante depoimento, sendo encaminhado ao sistema penitenciário. A equipe de reportagem tenta contato com a defesa de Bruno Felipe dos Santos Allegretti.


