O conflito no Oriente Médio levou países europeus a reagirem de maneiras distintas. Em 3 de março de 2026, o destróier HMS Dragon, da Marinha do Reino Unido, foi deslocado para a região.
Ao menos seis países europeus enviaram equipamentos militares ao Chipre, que tem sido alvo de drones iranianos. O Reino Unido, a França, a Grécia e a Espanha anunciaram o envio de armamentos para a costa cipriota. O Chipre, membro da União Europeia, mas não da Otan, foi atingido por um drone Shahed iraniano, que também atacou uma base militar britânica.
O Reino Unido enviou o destróier HMS Dragon e dois helicópteros Wildcat. A França mobilizou o porta-aviões Charles de Gaulle e uma fragata, além de sistemas antimísseis. A Grécia enviou duas fragatas e jatos de guerra, enquanto a Espanha despachou a fragata Cristóbal Colón. A Itália anunciou o envio de forças navais nos próximos dias, e a Holanda está avaliando a possibilidade de enviar fragatas.
Além disso, alguns governos europeus enviaram equipamentos militares para países do Golfo Pérsico. A França enviou caças Rafale aos Emirados Árabes Unidos, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, confirmou o envio de quatro jatos Typhoon para o Catar.
A utilização de bases militares pelos EUA tem gerado divisões entre os europeus. A Espanha vetou o uso de suas bases para operações contra o Irã, o que provocou uma crise diplomática com os EUA. O ex-presidente Donald Trump ameaçou romper relações comerciais com Madri, enquanto o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, criticou a postura de Trump.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a Espanha concordou em cooperar com as Forças Armadas dos EUA, mas não forneceu detalhes. O Reino Unido autorizou o uso de suas bases apenas para defesa, enquanto a França permitiu que jatos americanos utilizassem suas bases, desde que não participem de operações ofensivas contra o Irã.
Os países europeus também se uniram em repúdio aos ataques do Irã contra nações do Golfo Pérsico. França, Alemanha e Reino Unido pediram o desmantelamento dos programas nucleares e de mísseis do Irã, enquanto a Irlanda defendeu que esse objetivo deve ser alcançado por meio de negociações. A União Europeia e os governos da Espanha e Itália solicitaram respeito ao direito internacional, com a Itália afirmando que os bombardeios dos EUA e de Israel violaram a lei internacional.


