Dario Durigan assumiu o cargo de ministro da Fazenda em 20 de março de 2026, em um ano eleitoral. Sua gestão deve incluir um ajuste de comunicação para enfatizar o desenvolvimento econômico e priorizar a negociação de medidas microeconômicas no Congresso Nacional.
A pasta optou por adiar temas tributários considerados espinhosos, como o fim da isenção tributária para títulos de investimento, a regulamentação do Imposto Seletivo e a taxação de criptoativos, conforme afirmaram fontes do governo sob condição de anonimato.
As discussões sobre essas medidas ocorrerão com cautela, em um contexto de tensões no Congresso, especialmente devido ao escândalo envolvendo o Banco Master. As eleições costumam reduzir o ritmo de trabalho legislativo, mas também aumentam o desejo dos parlamentares de discutir medidas populares.
A Fazenda tentará novamente apresentar a medida sobre a isenção tributária, mas uma das fontes indicou que isso pode ser adiado para um possível novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que começaria em 2027.
““Segue no radar, é preciso avaliar esses temas porque eles geram distorções regulatórias… É preciso conduzir com cuidado porque os ânimos estão à flor da pele em Brasília”, afirmou uma das fontes.”
O Imposto Seletivo, que substituirá o IPI a partir de janeiro, ainda precisa ter suas alíquotas e produtos definidos. A discussão sobre o tema será feita após as eleições presidenciais de outubro, para evitar repercussões negativas.
Além disso, a taxação de criptoativos não será publicada neste momento, após o Banco Central equiparar essas movimentações a operações cambiais. A Fazenda elaborou uma consulta pública como primeiro passo para implementar a cobrança.
A agenda legislativa de Durigan incluirá pautas microeconômicas, como um projeto sobre regras para reguladores de instituições financeiras em crise. O texto poderá avançar após a retirada de um trecho que previa ajuda do Tesouro Nacional a bancos, o que gerou atrito devido aos problemas envolvendo o Banco Master e o BRB.
A Fazenda também planeja discutir o fim dos supersalários no serviço público, propondo uma lista restrita de rendimentos que podem ser pagos acima do limite remuneratório e um percentual máximo para valores que excedam o teto.
Com a saída de Fernando Haddad, Durigan deve ajustar a comunicação da pasta, buscando ser a “nova cara da economia”, conforme solicitado pelo presidente Lula. A estratégia incluirá ênfase em debates sobre o ambiente de negócios, inovação e produtividade, mantendo o compromisso progressista do governo.
O governo deve coordenar um plano consolidado de desenvolvimento econômico, que foi tratado de forma pulverizada em ministérios nos três anos de governo.


