Uma adolescente de 17 anos foi vítima de um estupro coletivo em um apartamento em Copacabana no dia 31 de janeiro. A jovem foi ao local a convite de um amigo da escola, também de 17 anos, onde foi violentada por ele e outros quatro homens.
A mãe da adolescente relatou como a filha chegou em casa após o ocorrido: “Ela me abraçou e falou: ‘mãe, desculpa’. Eu falei: ‘desculpa de que? Você não teve culpa’. Ela me ajudou a levantar o vestido. Era roxo e muitas partes pretas. Eu falei: ‘meu Deus!’ Eu fiquei apavorada”, contou a mãe.
O irmão da vítima também compartilhou sua experiência: “Da costela dela, quase próxima à axila, até a coxa, eu nunca tinha visto marcas daquele tipo. Eu abracei, eu dizia que a gente estaria juntos até o fim”, disse.
O irmão foi a primeira pessoa a quem a adolescente contou sobre o estupro. Ele recebeu uma mensagem dela: “Ela disse: ‘preciso de ajuda agora, é sério’. Ela falou: ‘acho que fui estuprada’. E ali, quando ela contou, ela desabou”.
A família denunciou o caso na delegacia. A mãe relatou: “Falei: ‘doutor, tem menos de uma hora, eles podem estar lá ainda’”. Contudo, os suspeitos já haviam deixado o local quando a polícia chegou.
Após o crime, a família enfrentou um novo momento de terror, pois o menor envolvido, apontado como articulador do grupo, voltou a frequentar a escola e passou a rondar a irmã mais nova da vítima, de 12 anos. “Ele mostrava para minha filha de 17 que, se ela abrisse o bico, a pequena estava na mira”, afirmou a mãe.
A investigação revelou que a vítima foi trancada em um quarto, onde foi imobilizada e agredida por cerca de uma hora. Os relatos da adolescente foram compatíveis com as lesões que ela apresentava. Esta semana, os quatro adultos se entregaram à polícia, enquanto o menor foi apreendido.
As defesas dos acusados negam as acusações e afirmam que provarão a inocência no decorrer do processo. Para a família, o acolhimento tem sido fundamental para enfrentar a violência sofrida pela jovem.


