O Governo do Estado do Rio de Janeiro assinou nesta quinta-feira (12) um contrato com o novo operador do sistema de trens urbanos da Região Metropolitana. O acordo foi firmado entre a Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana do Rio de Janeiro (Setram) e o consórcio Nova Via Mobilidade, que assume a operação do sistema ferroviário.
A partir da assinatura, inicia-se um período de transição de até 90 dias, com uma operação assistida em conjunto com a antiga concessionária. O governo estadual informou que o sistema deve receber mais de R$ 600 milhões em investimentos ao longo dos próximos cinco anos.
Desde o início do processo de mudança na gestão do sistema, já foram aplicados mais de R$ 160 milhões em melhorias, que contribuíram para reduzir intervalos entre trens e o tempo de viagem para cerca de 300 mil passageiros que utilizam o serviço diariamente.
O governador Cláudio Castro afirmou:
““A assinatura deste contrato representa um novo capítulo para o sistema ferroviário do Rio de Janeiro. Nosso objetivo é garantir mais eficiência, segurança e qualidade para os milhares de passageiros que utilizam os trens todos os dias.””
A secretária de Transportes e Mobilidade Urbana, Priscila Sakalem, destacou que a prioridade inicial será estabilizar a operação e garantir a continuidade do serviço para os passageiros. Ela comentou:
““A chegada de um novo operador é um marco para o sistema ferroviário, que vivia sob um modelo de concessão antigo. Estamos iniciando um processo gradativo de recuperação do sistema ferroviário ao longo desses primeiros cinco anos.””
A escolha do operador foi homologada pela Justiça em março deste ano, após um leilão judicial. O contrato, elaborado pela Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro, prevê um modelo de permissão para operação do sistema por cinco anos, com possibilidade de renovação por igual período.
Uma das mudanças previstas é o modelo de remuneração do operador, que será calculado por carro por quilômetro rodado, ao invés de pelo número de passageiros transportados. O governo informou que esse modelo é adotado em outros países e pode reduzir a necessidade de reequilíbrios financeiros em caso de queda na demanda.
Os investimentos incluem a substituição de postes, trilhos e dormentes, além da revitalização de transformadores e modernização da rede aérea do sistema ferroviário. Os recursos estimados pelo estado somam R$ 652 milhões ao longo dos cinco anos e devem ser acompanhados por auditoria independente.
Na área de segurança, o governo estuda ampliar o Grupamento Ferroviário (GPFer), com a possibilidade de criação de um batalhão especializado em parceria com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.


