Guerra no Oriente Médio resultou na morte de 192 crianças, aponta Unicef

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) informou nesta quinta-feira que ao menos 192 crianças perderam a vida em decorrência da guerra no Oriente Médio. Dentre as vítimas, 181 eram do Irã, sete do Líbano, três de Israel e uma do Kuwait.

Em uma publicação nas redes sociais, a organização destacou: “As crianças não começam guerras, mas pagam um preço inaceitavelmente alto”.

No dia 3 de março, o escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) solicitou uma investigação sobre um ataque que atingiu uma escola de meninas no Irã, resultando em mortes. A porta-voz do órgão, Ravina Shamdasani, afirmou que o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, defende uma apuração “rápida, imparcial e minuciosa” sobre as circunstâncias do bombardeio.

Shamdasani também mencionou que cabe às forças responsáveis pelo ataque investigar o caso e divulgar informações sobre o ocorrido. “Isso é absolutamente horrível”, disse ela, referindo-se às imagens que circulam nas redes sociais, que mostram “a essência da destruição, do desespero, da falta de sentido e da crueldade deste conflito”.

A escola no sul do Irã foi atingida no dia 28 de fevereiro, primeiro dia dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o país. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as forças americanas “não atacariam deliberadamente uma escola”. Israel também informou que está investigando o incidente.

O embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahreini, enviou uma carta a Türk no dia 1º de março, classificando o ataque como “injustificável” e “criminoso”, afirmando que 150 estudantes morreram. O escritório de direitos humanos da ONU ainda não possui informações suficientes para determinar se o bombardeio pode ser considerado crime de guerra.

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