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Entretenimento

Guilherme Arantes reflete sobre carreira e novas gerações na música

Amanda Rocha
Última atualização: 14 de março de 2026 12:00
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O cantor e compositor Guilherme Arantes, aos 72 anos, é reconhecido como um dos grandes hitmakers da música brasileira. Neste sábado, 14 de março, ele celebra cinco décadas dedicadas à música com o show 50 Anos-Luz, que revisita seus clássicos.

Arantes, que emplacou sucessos como Meu Mundo e Nada Mais, Cheia de Charme e Um Dia, Um Adeus, teve suas canções gravadas por artistas renomados, incluindo Roberto Carlos, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Elis Regina e Belchior.

Em entrevista à coluna GENTE, ele comentou sobre as mudanças no mercado musical ao longo de sua carreira. Segundo Arantes, o enfoque da música como produto mudou significativamente. “Quando a gente era menino, o grande fator era o disco. Você fabricava o vinil e tinha toda uma cultura de fonograma, gravadoras, orquestras e arranjadores. Com o passar do tempo, isso inverteu”, disse.

Ele destacou que, a partir da década de 1980, a indústria do show começou a substituir a fonográfica, com gêneros como pagode, sertanejo, axé e funk se voltando para performances ao vivo. “Hoje predomina o show e isso trouxe consequências”, afirmou.

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Questionado sobre se sentiu esquecido, Arantes respondeu que se adaptou bem às mudanças. “Estamos saindo com uma turnê de 50 anos, uma turnê bastante ambiciosa, com uma produção com telões, um belo visual, qualidade de som, de luz”, explicou. Ele ressaltou que o repertório inclui músicas da era fonográfica, trazendo um conteúdo robusto que muitas vezes não é apresentado no showbusiness atual.

Sobre a nova geração de artistas, ele expressou vontade de participar desse movimento de revitalização. “Seria bacana se pudesse me tornar aquele clássico que é revalorizado, revitalizado. E assim comunicar com a nova geração, dessa maneira colaborativa”, disse.

Arantes também comentou sobre sua postura em relação a opiniões contundentes. “Já fui bastante imprudente e despreparado por não compreender bem com quem estou falando e sobre o que estou falando. Era muito voluntarioso e abria o verbo, mas hoje a minha especialidade não é falar não”, afirmou.

Em relação ao posicionamento político de artistas, ele disse: “As pessoas que têm vontade de se posicionarem devem se manifestar. No meu caso, tenho outros assuntos para falar, como o universo e a natureza vibratória”.

O cantor se apresentará no Rock in Rio, em setembro, como convidado da banda Roupa Nova, no dia 7, que terá Elton John como atração principal. “É uma honra tão grande, nós temos tanto a ver. Eles gravaram várias músicas, discos meus e tudo, e a gente tem uma amizade de 50 anos”, concluiu.

TAGGED:BelchiorCaetano VelosocarreiraculturaElis ReginaElton JohnGuilherme ArantesMaria BethâniaMúsica BrasileiraNile RodgersRoberto CarlosRock in RioRoupa Nova
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