Críticas públicas voltaram a surgir contra a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua viagem aos Estados Unidos. A disputa interna no bolsonarismo foca no coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Uma ala do PL alega que Marinho concentrou excessivamente as decisões políticas na estrutura eleitoral.
A controvérsia se intensificou após o parlamentar discursar contra um eventual tarifaço nos EUA. Enquanto isso, interlocutores da campanha negam a existência de uma crise, afirmando que as manifestações vêm de pessoas externas que buscam espaço. Segundo esses interlocutores, a estratégia montada para a pré-campanha será mantida, e o irmão do senador, Eduardo Bolsonaro, não participa de articulações.
A divergência ganhou visibilidade com manifestações de influenciadores. Um ex-secretário da Presidência sugeriu substituições na coordenação, defendendo nomes como Marcello Lopes, Duda Lima, Walter Longo e Antônio Costa Neto. Essa proposta foi vista como defesa de um modelo de campanha com maior participação de lideranças políticas, mas as alternativas não encontram eco na cúpula da campanha.
Em defesa do coordenador, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), declarou que as críticas são injustas. O líder do partido no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), também minimizou o embate, classificando Marinho como uma pessoa “razoável e inteligente”. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o desafio da direita é preservar a unidade.

