O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sancionou nesta terça-feira, 10 de março de 2026, a lei que autoriza o uso de nove imóveis públicos para salvar o Banco de Brasília (BRB). A autorização foi publicada em edição extra do Diário Oficial do DF.
O projeto de lei havia sido aprovado pela Câmara Legislativa do DF no dia 3 de março. Os imóveis servirão para lastrear uma captação de até R$ 6,6 bilhões no mercado financeiro.
Desde o escândalo do Banco Master, revelado pela operação Compliance Zero no final de 2025, o futuro do BRB se tornou incerto. O banco e o governo do DF, que é seu acionista controlador, tentaram adquirir a maior parte do Banco Master durante 2024 e 2025. O BRB injetou R$ 16,7 bilhões no Master, mas pelo menos R$ 12,2 bilhões desse valor estão sob suspeita de irregularidades.
O Banco Central barrou a compra do Master pelo BRB e, em seguida, definiu a liquidação extrajudicial do banco. Isso resultou no congelamento dos ativos que seriam transferidos ao patrimônio do BRB, fragilizando sua situação financeira e colocando-o em risco de descumprir as normas prudenciais do sistema bancário.
Desde então, o BRB e o governo do DF têm buscado alternativas para recompor o caixa do banco, seja recuperando o dinheiro investido no Master ou encontrando novos aportes financeiros.
A Câmara do DF aprovou o projeto de lei que transfere nove imóveis públicos ao patrimônio do BRB. O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, se reuniu com os deputados no dia 2 de março para explicar a situação patrimonial do banco. No dia seguinte, os deputados se reuniram para debater o tema e aprovaram o projeto por 14 votos a favor e 10 contra.
Os imóveis que serão utilizados para a captação de recursos são os seguintes: SIA, Trecho Serviço Público, Lote F – R$ 632 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote G – R$ 632 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote I – R$ 364 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote H – R$ 361 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote C – R$ 547 milhões; SIA, Trecho Serviço Público, Lote B – R$ 1,02 bilhão; Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga – R$ 491 milhões; Gleba A de 716 hectares, pertencente à Terracap – R$ 2,2 bilhões; Setor de Áreas Isoladas Norte SAIN – R$ 239 milhões.


