Fiocruz iniciará a produção do medicamento cladribina, usado no tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente, para distribuição pelo SUS. A medida visa reduzir custos e ampliar o acesso ao tratamento para cerca de 3.200 pacientes com alta atividade da doença no país.
O medicamento cladribina oral, incorporado ao SUS em 2023 para pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR) altamente ativa, passará a ser produzido no Brasil pela Fiocruz. Atualmente, o tratamento custa cerca de R$ 140 mil em cinco anos por paciente.
A esclerose múltipla é uma doença crônica que afeta o sistema nervoso central, podendo causar cegueira, paralisia e perda cognitiva. A cladribina é o primeiro tratamento oral de curta duração com eficácia prolongada para o controle da EMRR e está na Lista de Medicamentos Essenciais da OMS.
Estudos recentes apresentados no 39º Congresso do Comitê Europeu para Tratamento e Investigação em Esclerose Múltipla indicam que o uso da cladribina reduz lesões neuronais e melhora a mobilidade dos pacientes.
A produção nacional será realizada por meio de parceria entre Farmanguinhos, Merck e Nortec. A Fiocruz também mantém acordos para produzir outros medicamentos para esclerose múltipla e esquistossomose.


