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Impasses na candidatura de Marília Arraes ao Senado em Pernambuco

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A indefinição sobre a formação das chapas ao governo de Pernambuco se intensificou após reunião entre o senador Humberto Costa (PT-PE) e os presidentes do PSB, João Campos, e do PT, Edinho Silva. Eles decidiram que farão o possível para evitar mais de duas candidaturas ao Senado entre seus aliados.

Esse acordo pressiona a ex-deputada Marília Arraes, que pode ser empurrada para a chapa de Campos ou escanteada da disputa. Humberto Costa afirmou: “Nós não temos condição de participar de um processo que tenha três candidaturas ao Senado. A disputa do Senado é a maior prioridade do PT aqui em Pernambuco em particular, e nós queremos garantir a eleição de um senador do PT.”

Atualmente, Humberto Costa é o único nome confirmado para uma das duas vagas ao Senado na chapa de João Campos, que é também prefeito do Recife e lidera as pesquisas de intenção de votos ao governo. A reeleição de Humberto é uma prioridade do PT no estado, e sua presença na chapa de Campos é um pedido do partido e do presidente Lula.

A segunda vaga ao Senado na chapa de Campos é disputada por Marília Arraes, que se filiará ao PDT; Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos; Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina; e Eduardo da Fonte, deputado pelo PP.

Marília lidera as pesquisas com mais de dez pontos à frente de Humberto Costa, que empata tecnicamente com outros candidatos. No entanto, sua presença na chapa é vista com desagrado por João Campos, que acredita que seria inadequado uma parceria com Marília, sua prima, após a disputa pela prefeitura do Recife em 2020.

Marília chegou a considerar desistir da candidatura ao Senado para concorrer a uma vaga de deputada federal, mas seu desempenho nas pesquisas a fez mudar de ideia. Ela está fora do Solidariedade e aguarda a filiação ao PDT, prevista para a primeira quinzena de março. O presidente do PDT, Carlos Lupi, confirmou: “É candidata ao Senado, decidido. Não tem volta.”

Aliados de Marília afirmam que ela está disposta a desafiar a decisão de Campos e Humberto, lançando-se como candidata avulsa ao Senado, caso não consiga uma vaga na chapa. Humberto Costa comentou que não há veto a Eduardo da Fonte e que o objetivo é construir uma chapa com dois senadores, um governador e um vice.

Na semana passada, Marília declarou apoio a João Campos para o governo e a Lula para a Presidência, posicionando-se como pré-candidata ao Senado. Há especulações sobre uma possível candidatura de Marília na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), mas as duas não têm uma boa relação desde a disputa de 2022.

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