A Secretaria de Saúde de Limeira, em São Paulo, anunciou que começará a oferecer o implante contraceptivo subdérmico Implanon para mulheres de 14 a 49 anos atendidas pela rede municipal de saúde.
A cidade recebeu um lote de 1.015 dispositivos, enviado pelo Ministério da Saúde, que agora fazem parte das opções de métodos contraceptivos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) no município.
O Implanon é considerado um método altamente eficaz, com índice superior a 99%, e possui longa duração, com efeito no organismo por até três anos. Após esse período, o implante deve ser substituído.
O implante é indicado para mulheres com vida sexual ativa e requer encaminhamento médico, sendo a justificativa exclusivamente a contracepção. O acesso ao método ocorre apenas mediante avaliação e encaminhamento por médicos da rede municipal de saúde, não sendo aceitos encaminhamentos de serviços particulares.
As interessadas devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima e agendar uma consulta com um clínico geral ou ginecologista da rede municipal. Durante a consulta, o profissional avaliará se a paciente atende aos critérios do programa e, se positivo, a unidade realizará o agendamento para a colocação do implante.
No caso de menores de 18 anos, é necessário estar acompanhada pelos pais ou responsável legal. A consulta também pode ser marcada pela plataforma Agenda Fácil.
A diretora de Atenção Primária à Saúde, Denise Ferro, informou que, no mercado privado, o dispositivo e o procedimento de inserção médica podem custar até R$ 4 mil. “Com alta eficácia e longa duração, o implante subdérmico passa a integrar as estratégias da saúde pública para prevenir a gravidez não planejada”, afirmou.
O Implanon libera o hormônio etonogestrel e é prático, de longa duração e reversível. Ele evita a necessidade de tomar pílula diariamente, não interfere com a relação sexual, não afeta a amamentação e pode melhorar as cólicas menstruais. Além disso, pode ser usado por mulheres que não podem tomar pílulas contendo estrogênio e não diminui a massa óssea.
Possíveis efeitos colaterais incluem alterações no padrão de sangramento menstrual, alterações na pele, dores de cabeça, enjoos, maior sensibilidade mamária e variações de humor. Geralmente, os efeitos colaterais tendem a melhorar após seis meses de uso.


