A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) confirmou a morte do general Gholamreza Soleimani, comandante do grupo paramilitar basij do Irã, em um ataque atribuído a forças americanas e israelenses. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 17, pela agência semioficial Tasnim.
Segundo o comunicado, Soleimani foi morto em um “ataque do inimigo americano-sionista”. Ele comandava as basij desde 2019, quando foi nomeado pelo líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Durante sua gestão, supervisionou operações de segurança interna e participou da reorganização da estrutura das basij.
A Guarda Revolucionária descreveu o general como tendo desempenhado um papel “estratégico e incomparável” na modernização da milícia, além de liderar iniciativas sociais voltadas à assistência de grupos considerados vulneráveis pelo regime. O comunicado também classificou a morte como um “assassinato covarde”.
O texto enfatizou a importância das basij na confrontação contra os Estados Unidos e Israel, afirmando: “Este assassinato demonstra a importância e o papel das basij na luta total contra o exército terrorista americano e o regime sionista e seus mercenários, especialmente na guerra recente”.
Mais cedo, autoridades de Israel anunciaram a morte de Soleimani em um ataque aéreo, que, segundo o governo israelense, também teria resultado na morte do influente dirigente iraniano Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que ambos foram “eliminados durante a noite”.
Até o momento, as autoridades iranianas não confirmaram oficialmente a morte de Larijani.
As basij são uma força paramilitar voluntária subordinada à Guarda Revolucionária, considerada um dos principais pilares da segurança interna do regime iraniano. Criada após a Revolução Islâmica de 1979, a organização atua no apoio às forças militares e na mobilização de civis em defesa do governo. O grupo teve papel importante na repressão aos protestos contra o regime no início do ano.


