Irmãos são presos por estuprar mais de dez crianças em Olinda

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Dois irmãos foram detidos nesta quinta-feira (5) em Olinda, acusados de estupro de vulnerável. Os abusos ocorreram no bairro de Rio Doce e envolveram ao menos doze meninos com idades entre 6 e 12 anos, incluindo sobrinhos dos suspeitos.

Um dos homens foi encontrado em São João, no Agreste de Pernambuco, após fugir da comunidade. O outro foi preso durante a madrugada em Rio Doce. Ambos moravam em uma casa sem divisórias, onde circulavam parentes, vizinhos e crianças da região.

De acordo com a polícia, a dupla confessou os crimes. Os nomes dos irmãos não foram divulgados para proteger a identidade das vítimas, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.

A prisão ocorreu após a madrasta de uma das vítimas encontrar um vídeo que registrava os abusos. O delegado Gilmar Rodrigues, titular da Delegacia de Rio Doce, informou que novos relatos de abusos continuam chegando. As investigações indicam que os crimes ocorreram ao longo de vários anos.

Um dos meninos filmou os abusos e mostrou o vídeo à madrasta, que então procurou a delegacia. Após essa denúncia inicial, outros familiares e moradores relataram crimes semelhantes.

““Ela se preparou para vir à delegacia e o menino voltou para a casa onde eles estavam e começou a gravar o vídeo. Nesse vídeo, mostra os familiares passando de um lado para o outro, fazendo almoço, e os suspeitos, dentro do banheiro, no sofá, na cama, praticando diversos atos sexuais com as crianças”, disse o delegado.”

Familiares das vítimas que conviviam com os suspeitos também serão indiciados por omissão. O delegado afirmou que eles poderiam ter protegido as crianças e não o fizeram.

“Serão todos indiciados pela omissão, porque poderiam proteger e evitar que essas práticas acontecessem, e não fizeram nada”, afirmou o delegado. Os suspeitos usavam dinheiro para aliciar as vítimas, pagando até para que algumas crianças trouxessem outras.

As vítimas serão ouvidas em depoimento especializado pela Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA). Os suspeitos passarão por exames para coleta de DNA em busca de vestígios dos abusos.

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