Itaipava, distrito de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, concentra até 17% de toda a circulação de veículos do município, conforme estimativas baseadas em dados do Detran-RJ e no fluxo da Estrada União e Indústria, divulgadas nesta segunda-feira (9).
Petrópolis possui uma frota de 205.413 veículos, dos quais entre 18 mil e 22 mil estão registrados em Itaipava, representando cerca de 10% da frota total da cidade. A circulação diária no distrito pode alcançar 35 mil veículos.
Diante desse cenário, a associação Unidos por Itaipava (Unita) solicita à prefeitura a elaboração e divulgação de um Plano de Mobilidade específico para o distrito. O cálculo considera um fluxo médio de cerca de 25 mil veículos por dia na Estrada União e Indústria, a principal via da região, que conecta o Centro aos distritos de Corrêas, Nogueira, Pedro do Rio e Posse.
Para a Unita, o volume de veículos é elevado para um distrito com aproximadamente 35 mil moradores. Além disso, Itaipava recebe um grande número de visitantes nos fins de semana, feriados prolongados e durante o inverno, impulsionado pelo turismo, gastronomia e eventos.
““O distrito tem uma dinâmica urbana intensa, crescimento imobiliário e fluxo comparável ao de cidades médias, mas sem um plano estruturado de mobilidade”, afirmou o presidente da Unita, Alexandre Plantz.”
A falta de planejamento, segundo Plantz, agrava problemas em horários de pico e em períodos de maior movimento turístico. O secretário da entidade, Fabrício Santos, também defende a realização de estudos atualizados sobre a capacidade viária da região.
““É preciso saber qual é a capacidade da Estrada União e Indústria e qual o impacto do crescimento imobiliário no trânsito”, disse.”
A associação pede que o município apresente um plano com diagnóstico técnico, projeções de crescimento da frota, alternativas de circulação e medidas para melhorar o transporte coletivo.
A Prefeitura de Petrópolis informou que estuda medidas para melhorar a mobilidade em Itaipava, considerando o aumento do fluxo de veículos. Entre as propostas estão a criação de um sistema binário de trânsito, utilizando a Rua Agante Moço como rota alternativa à Estrada União e Indústria, e a construção da nova ponte do Arranha-Céu, prevista na concessão da BR-040.
A gestão municipal também afirmou que acompanha estudos e mantém diálogo com setores da sociedade para buscar soluções para o trânsito no distrito.


