A final do Campeonato Mineiro, entre Cruzeiro e Atlético, realizada no domingo (8), terminou em uma confusão generalizada entre os jogadores. Aos 51 minutos do segundo tempo, os atletas de ambos os times se envolveram em uma briga, com trocas de socos, chutes e empurrões no gramado do Mineirão, em Belo Horizonte.
Nenhum jogador recebeu cartão durante a partida, mas isso não significa que estão imunes a punições. O árbitro da partida, Matheus Delgado Candançan, de São Paulo, tem até 24 horas para retificar a súmula e aplicar expulsões.
Além disso, todos os envolvidos na confusão podem ser denunciados pela Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), podendo ser julgados e punidos independentemente da súmula. As punições, no entanto, são restritas às competições da Federação Mineira de Futebol (FMF), o que significa que uma eventual suspensão será aplicada somente no Campeonato Mineiro.
Há também a possibilidade de que a pena de suspensão seja substituída por uma solução alternativa, como o pagamento de cestas básicas.
A confusão teve início em uma dividida entre Everson e Christian, onde o goleiro do Atlético não gostou da chegada do meio-campista do Cruzeiro. A partir daí, os demais jogadores, incluindo reservas, se envolveram em uma briga que se espalhou por todo o campo.
Matheus Henrique chegou à área rival e deu um soco em Everson, que foi empurrado em direção à trave por Lucas Romero, colidindo com o poste. Dentro do gol do Atlético, Alan Franco e William trocaram golpes. Wallace, Gabriel Delfim, Cássio, Scarpa e outros jogadores também se envolveram na briga.
No meio do campo, Lyanco e Gerson aumentaram a confusão, com Cássio acertando um chute em Lyanco. Hulk também participou da briga, acertando Lucas Romero com um chute e um soco, antes de sofrer uma voadora de Villalba.
Após o apito final, Fabrício Bruno e Hulk lamentaram a confusão generalizada em entrevistas à imprensa.


