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Justiça

Jovem assume guarda dos irmãos após feminicídio da mãe em SP

Amanda Rocha
Última atualização: 11 de março de 2026 07:42
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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Um jovem de 22 anos assumiu a guarda de seus dois irmãos mais novos após a morte da mãe, vítima de feminicídio, em Novo Horizonte, São Paulo. O crime ocorreu em 10 de março de 2025, e o jovem se viu obrigado a cuidar da família em um momento de dor e perda.

Em 2025, o Brasil registrou um recorde de feminicídios, com uma média de quatro mulheres assassinadas por dia, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. No estado de São Paulo, 266 mulheres foram assassinadas por homens, o maior número em sete anos. Em São José do Rio Preto, mais de 3 mil mulheres buscaram ajuda por violência doméstica entre janeiro e agosto de 2025.

Josiane Borges Furlaneto, de 36 anos, foi morta a facadas pelo ex-namorado, Augusto César Leite. O crime aconteceu dentro de casa, enquanto o filho de 14 anos dormia no quarto ao lado. Kauan Henrique de Moraes, filho de Josiane, afirmou que a morte da mãe destruiu a família. Ele declarou:

““Ela [mãe] era o suporte de toda a nossa família, cuidava de todo mundo. Eu estou tentando colocar em prática o que ela me ensinou: ser forte.””

A irmã de Josiane, Juliana Borges Moreira, expressou sua indignação:

““Ele planejou e premeditou tudo nos mínimos detalhes durante meses. Acho que ele merecia prisão perpétua, mas, como isso não existe aqui, que ele receba a pena máxima possível.””

A psicóloga Luane Natalle, coordenadora do Centro de Referência e Apoio à Vítima (Cravi), destacou que o feminicídio causa traumas profundos nos familiares das vítimas. Muitas vezes, as crianças perdem não apenas a mãe, mas também a figura paterna, o que intensifica o sentimento de desamparo.

Em Catanduva, Ana Paula Goulart, de 39 anos, foi morta em 6 de dezembro de 2025 pelo namorado. Sua mãe, Sônia de Fátima Zampieri Tonelli, lamentou:

““Nunca imaginamos que isso poderia acontecer com a gente. Mas, quando acontece, percebemos que pode acontecer com qualquer pessoa, com qualquer família.””

A juíza Patrícia Santos, da comarca de Urupês, ressaltou a importância do primeiro pedido de ajuda para evitar o feminicídio.

““O primeiro pedido de socorro pode evitar que o ciclo de violência chegue ao fim trágico.””

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