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Justiça condena mulher por injúria racial em shopping de Campinas

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Justiça condenou uma mulher por injúria racial após ofender uma jovem no playground de um shopping em Campinas, São Paulo, em abril de 2022.

A pena foi fixada em dois anos de prisão, mas foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento de multa de 10 salários mínimos à vítima. A decisão foi publicada na última sexta-feira, 6 de março de 2026.

O caso ocorreu na noite de 9 de abril de 2022, no Shopping Parque das Bandeiras. Segundo a sentença, a mulher disse: “vamos embora porque aqui está cheio de preto”, olhando diretamente para a vítima, a analista de RH Aline Cristina Nascimento de Paula, que estava no local com a filha de um amigo.

““Assim que eu entrei, a mulher já se levantou e falou: ‘vamos embora daqui, está cheio de preto’”, contou Aline após o episódio.”

Ao ser questionada, a ré teria repetido a frase e acrescentado que “preto não gosta da gente”. Aline afirmou que, ao confrontar a mulher, ela confirmou o conteúdo racista.

““Falei: ‘Senhora, pega o seu filho e vai embora, que a senhora está sendo racista’. Ela falou: ‘É isso mesmo! Sou racista mesmo!’”, afirmou Aline.”

Outras pessoas presentes no playground presenciaram a situação e chamaram a Polícia Militar. Seguranças do shopping impediram que a mulher deixasse o local até a chegada dos policiais. Ambas foram levadas à delegacia, onde o caso foi registrado como injúria racial.

Anna Raquel Pedronetti Campos, a acusada, chegou a ser presa em flagrante, pagou fiança de R$ 1,5 mil e foi liberada. Durante o processo, testemunhas confirmaram a versão da vítima e relataram que a acusada repetiu as ofensas racistas.

O juiz considerou os depoimentos suficientes para comprovar as ofensas. A defesa alegou que Anna Raquel não se lembrava do ocorrido e citou consumo de álcool e problemas psicológicos, mas um exame de sanidade mental concluiu que ela tinha capacidade de entender o que estava fazendo no momento dos fatos.

Em nota, o Shopping Parque das Bandeiras informou que prestou assistência à vítima e afirmou que não tolera qualquer tipo de discriminação em suas dependências.

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