O médico Bruno Toldo, de 45 anos, diretor do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), teve sua prisão preventiva decretada pela Vara do Juizado Especial Criminal e de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Sorocaba, em São Paulo. O mandado foi expedido na sexta-feira, 13 de março de 2026.
A decisão da juíza Ana Cristina Paz Neri Vignola foi baseada no descumprimento de medidas protetivas que incluíam o afastamento do lar. Toldo teria retornado à residência da ex-companheira poucas horas após ser intimado sobre as restrições.
Um boletim de ocorrência foi registrado em 23 de janeiro de 2026, às 17h15. Imagens da investigação mostram que o médico voltou ao imóvel às 19h41 do mesmo dia, menos de três horas após ter conhecimento das ordens judiciais.
Durante a invasão, Toldo causou danos ao imóvel, urinou nas roupas da vítima, colocou uma substância não identificada no filtro de água e subtraiu pertences da mulher. A juíza destacou que o comportamento do investigado demonstra uma “personalidade violenta” e que ele “reiteradamente pratica ameaças contra a vítima”, o que configura risco à integridade física dela.
A magistrada também afirmou que as medidas cautelares anteriores não foram suficientes para garantir a segurança da vítima e que, em liberdade, o investigado poderia intimidá-la durante o processo criminal. Até o momento, a defesa de Bruno Toldo, o Seconci e a Secretaria de Estado da Saúde não se manifestaram sobre a prisão.


