Justiça mantém prisões de réus por estupro coletivo em Copacabana

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão de dois réus acusados de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana. Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos com 18 anos, passaram por audiência de custódia na sexta-feira (6).

Nessa audiência, o juiz analisa a legalidade da prisão e decide se os réus permanecerão detidos ou poderão responder ao processo em liberdade. Na quinta-feira (5), Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, também tiveram suas prisões mantidas pela Justiça.

Após se entregarem, os quatro réus permaneceram em silêncio diante da polícia e só irão se manifestar em juízo. Eles estavam sem os celulares, e a Polícia Civil solicitará à Justiça a quebra de sigilo telefônico dos réus.

Os jovens foram levados para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio, onde estão em celas separadas. Essa unidade funciona como porta de entrada do sistema penitenciário fluminense, e os presos passam por um protocolo inicial de triagem.

Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), os quatro estão se alimentando normalmente. Eles consumiram salada de repolho, almôndegas, cenoura cozida, arroz, feijão, fruta e suco. Todos os réus enfrentam acusações de estupro, com o agravante de a vítima ser menor de idade, além de cárcere privado.

Um menor também está sendo investigado. Ele se entregou na 54ª DP (Belford Roxo) na tarde de sexta-feira (6), um dia após a Justiça autorizar um mandado de busca e apreensão contra ele. A polícia desmembrou o inquérito e encaminhou a representação ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que opinou favoravelmente à internação do menor.

A Polícia Civil investiga denúncias de pelo menos duas outras jovens contra alguns integrantes do grupo. Após a prisão, a defesa de João Gabriel se pronunciou, afirmando que ele se entregou na 10ª delegacia e confia que a Justiça irá apurar os fatos, negando a acusação de estupro.

“”João Gabriel nega estupro e não teve sequer a oportunidade de ser ouvido pela polícia”, disse a defesa.”

O advogado Ângelo Máximo, que representa Vitor Hugo, afirmou que o cliente nega participação no crime, confirmando que estava no apartamento em Copacabana, mas negando ter mantido relação sexual ou cometido estupro contra a vítima.

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