Líderes europeus reafirmam compromisso com diplomacia no Oriente Médio

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Os líderes europeus reafirmaram nesta sexta-feira (6) seu compromisso com a diplomacia para resolver a crise no Oriente Médio, priorizando a segurança e a estabilidade regional. A declaração foi feita pelo porta-voz de assuntos externos da Comissão Europeia, Anouar El Anouni.

Os líderes do Reino Unido, França, Alemanha e Itália se reuniram e concordaram que a continuidade de uma “diplomacia intensiva e uma estreita coordenação militar” será vital nas próximas horas e dias, conforme informou um porta-voz de Downing Street.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, alertou que o colapso do Estado iraniano ou conflitos por procuração em seu território poderiam ter “consequências de longo alcance para a Europa, incluindo segurança, fornecimento de energia e migração”. Merz afirmou que o povo iraniano “tem o direito de determinar livremente seu próprio destino” e que uma guerra sem fim não é do interesse da Alemanha.

Merz também mencionou que, a longo prazo, as sanções poderiam ser suspensas e a ajuda poderia ser fornecida, mas apenas se o Irã cumprir certas condições, como o encerramento de seus programas nucleares e de mísseis balísticos.

Os líderes europeus acolheram a oferta do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de compartilhar conhecimentos em intercepção de drones com os parceiros da região e destacaram a importância de garantir que o apoio à Ucrânia continue “em grande escala”.

Os Estados Unidos e Israel iniciaram uma onda de ataques contra o Irã no sábado (28), em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano. O regime iraniano começou a retaliar contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo, Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques. Após a confirmação da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da sua história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país considera se vingar dos ataques como um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu o Irã contra retaliações, afirmando: “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. Trump também afirmou que os ataques contra o Irã continuarão “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

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