Lojas Renner registra lucro de R$ 553 milhões no 4º trimestre de 2025

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Lojas Renner anunciou um lucro líquido de R$ 553 milhões no quarto trimestre de 2025, um aumento de 13,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado superou as expectativas de analistas e foi impulsionado pela melhoria no desempenho operacional da companhia.

Em entrevista, Fábio Faccio, CEO da Lojas Renner, atribuiu os resultados positivos aos investimentos realizados nos últimos anos. Ele afirmou:

““O nosso investimento continua sendo em tecnologia, mas muito mais voltado a remodulações de lojas e abertura de novos pontos.””

Faccio detalhou que a empresa pretende investir cerca de R$ 1 bilhão em 2026, valor superior aos R$ 858 milhões investidos em 2025. Parte desse montante será destinada à abertura de 50 a 60 novas lojas, incluindo unidades das marcas Renner, Youcom e Camicado.

O CEO destacou que a expansão da rede física faz parte da estratégia omnichannel da empresa. Ele afirmou:

““A gente entende que tem que estar onde a cliente está, e acredita muito na proposta integrada, na integração da experiência física e digital.””

Faccio também mencionou que cada nova loja aberta em uma cidade aumenta as vendas digitais na região entre 10% e 20%. A gestão eficiente de estoques tem sido um diferencial da Renner, que cresceu 9,2% em vendas de mercadorias em 2025, reduzindo em 3% seu estoque total e em 16% o estoque mais antigo.

O modelo de negócio da companhia foi ajustado para se adaptar às mudanças do setor de fast fashion. Faccio explicou:

““A gente diminui o tempo de produção para produzir muito mais durante a estação, para ir percebendo o que está sendo demandado pela cliente.””

Para o período de 2026 a 2030, a Renner projeta um crescimento médio anual entre 9% e 13% nas vendas, com diluição de despesas e aumento de rentabilidade. Em 2025, a empresa registrou um lucro líquido recorde de R$ 1,5 bilhão e gerou caixa de R$ 1,4 bilhão, mesmo após investir R$ 858 milhões e distribuir cerca de R$ 1,8 bilhão aos acionistas.

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