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Lula defende exploração conjunta de terras raras com África do Sul

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

No dia 9 de março de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, no Palácio do Planalto. Durante o encontro, Lula destacou a intenção do governo brasileiro de transformar a exploração de minerais críticos e terras raras em uma estratégia de desenvolvimento tecnológico e econômico.

O presidente brasileiro afirmou que Brasil e África do Sul possuem potencial semelhante nesse setor e podem ampliar a cooperação para evitar a exportação de recursos estratégicos sem valor agregado. Ele mencionou que ambos os países detêm reservas importantes de minerais considerados essenciais para a transição energética e digital.

Lula defendeu um levantamento conjunto das jazidas sul-africanas e brasileiras, ressaltando que o Brasil conhece apenas cerca de 30% do próprio território e que há espaço para ampliar o mapeamento geológico. Ele criticou o modelo histórico de exportação de commodities, citando o caso do minério de ferro.

“O Brasil não vai fazer das terras raras o que foi feito com o minério de ferro. A gente vendeu o minério e comprou produto acabado pagando cem vezes mais caro”, declarou Lula. Ele também fez um apelo para que os dois países fortaleçam suas cadeias produtivas e passem a produzir localmente os bens derivados desses recursos.

O presidente mencionou a intenção de criar condições para a instalação de empresas conjuntas com participação dos dois governos. Ao comentar o histórico de exploração de riquezas naturais, Lula questionou a saída de recursos estratégicos do país ao longo dos séculos, como ouro, prata e diamantes.

Ele afirmou que a mudança depende de “decisão política” e que Brasil e África do Sul devem transformar suas reservas minerais em conhecimento, riqueza e melhoria de vida para a população. As declarações foram feitas durante uma série de reuniões que resultaram em acordos bilaterais nas áreas de turismo, comércio, investimentos e cultura.

A intenção do governo brasileiro é diversificar parcerias econômicas e ampliar o potencial de cooperação com países do Sul Global, especialmente em setores estratégicos como o de minerais críticos.

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