A mãe de Giovanna dos Reis Costa, Cristina Aparecida Costa, comentou sobre a denúncia contra Martônio Alves Batista, preso preventivamente em fevereiro de 2026, 20 anos após o assassinato da filha.
Giovanna foi assassinada em 2006, aos nove anos, e o caso ficou arquivado por quase duas décadas. A denúncia do Ministério Público do Paraná representa um passo importante para a família. Cristina expressou alívio ao saber que o acusado está preso: ‘Quando a gente recebeu essa notícia, a gente ficou muito feliz. A gente vai conseguir respirar direito sabendo que ele vai pagar pelo o que ele fez.’
No entanto, Cristina lamenta a ausência da filha: ‘A gente nunca vai viver feliz por completo. Sempre tem essa saudade.’
Giovanna desapareceu em 10 de abril de 2006, enquanto vendia rifas em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. Seu corpo foi encontrado dois dias depois, em um terreno baldio, com sinais de violência sexual.
Martônio, que era vizinho da família, foi considerado suspeito na época, mas não houve pedido de prisão. O caso foi reaberto após uma denúncia de uma ex-enteada de Martônio, que relatou abusos cometidos por ele.
A investigação foi reaberta dois meses antes de prescrever. O Ministério Público denunciou Martônio por homicídio qualificado, alegando que o crime foi cometido para assegurar a impunidade de um crime anterior. Além disso, o MP solicitou que ele pague R$ 100 mil aos familiares de Giovanna e que eles tenham atendimento multidisciplinar.
A defesa de Martônio Alves Batista afirmou que discorda da condução do caso e que tomará as medidas jurídicas necessárias para garantir os direitos do acusado.


