A Marinha do Brasil abriu um inquérito para investigar o atropelamento de um casal por uma embarcação turística que simula um barco pirata em Balneário Camboriú, Santa Catarina. O incidente ocorreu no domingo, dia 15 de março de 2026, enquanto as vítimas se beijavam em uma moto aquática parada.
Em nota, a Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí informou que busca entender as causas, circunstâncias e responsabilidades relacionadas ao acidente, que foi registrado na saída da Barra do Rio Camboriú. As vítimas não sofreram ferimentos graves.
Após a colisão, uma equipe de quatro militares da Delegacia de Itajaí se deslocou até o local para realizar levantamentos preliminares e colher depoimentos dos envolvidos. A situação ocorreu em uma área com circulação de embarcações de turismo e veículos aquáticos, comuns na cidade, que é um dos principais destinos de lazer no litoral catarinense.
O piloto do barco não teria visto o casal, que estava parado no canal de manobra. Imagens do momento mostram pessoas tentando alertar o barco maior sobre a moto aquática pouco antes da batida.
“”O Grupo Barco Pirata informa ainda que está notificando a Marinha do Brasil sobre o ocorrido e irá prestar todas as informações necessárias às autoridades competentes, colaborando integralmente com a apuração dos fatos”, disse a empresa.”
A empresa que alugou a moto aquática ao casal afirmou que o condutor era habilitado e que toda a documentação estava regular. A empresa também informou que os clientes receberam a assistência necessária e que já repassaram informações à Marinha.
A Nautiusados, especializada na venda e locação de motoaquáticas, declarou que o condutor estava devidamente habilitado e que a embarcação possuía seguro vigente. A empresa também se comprometeu a colaborar com as investigações.
“”Reforçamos nosso compromisso com a segurança da navegação, responsabilidade e transparência em todas as nossas operações”, afirmou a Nautiusados.”
O Grupo Barco Pirata destacou que não foi procurado pelo piloto da moto aquática e que não identificou o jetski no campo de visualização do barco. A empresa ressaltou que manobras de desvio com embarcações desse porte exigem tempo e espaço, e que a embarcação navegava dentro do canal de navegação, que é a rota adequada para esse tipo de embarcação.

