Um médico foi preso suspeito de abusar de pelo menos 10 jovens durante consultas em Catanduvas, no Meio-Oeste Catarinense, na terça-feira (3).
As vítimas tinham entre 17 e 20 anos. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) havia denunciado o homem em novembro do ano passado, mas o Poder Judiciário negou o pedido de prisão preventiva na ocasião.
A Promotoria de Justiça da Comarca de Catanduvas recorreu à segunda instância, e o recurso foi julgado e provido por unanimidade, resultando na decretação da prisão do réu.
Segundo a denúncia do MPSC, o médico, mesmo não sendo ginecologista, realizava supostos exames invasivos sem justificativa técnica, tocando a região íntima das pacientes sem autorização, expondo seus seios sob pretextos clínicos infundados e fazendo comentários de cunho sexual durante os atendimentos.
““A prisão tem o objetivo de evitar que o médico intimidasse as vítimas e eventuais testemunhas e repetisse o comportamento delitivo em ambientes clínicos, sejam públicos ou privados”, disse o Procurador de Justiça do MPSC, Luis Eduardo Couto de Oliveira Souto.”
Além disso, conforme a investigação, o homem levou as vítimas a acreditar que os atos eram parte de procedimentos médicos legítimos, simulando exames clínicos com o propósito exclusivo de praticar atos libidinosos.
O crime atribuído ao médico é o de importunação sexual contra 10 mulheres, definido pelo Código Penal como “praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”.

