Menor investigado por estupro coletivo em Copacabana é considerado foragido

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está à procura de um adolescente investigado por atuar como mentor do estupro coletivo ocorrido em Copacabana, na zona Sul da capital, no dia 31 de janeiro.

O menor é considerado foragido após não ser encontrado durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Os quatro adultos identificados no caso se apresentaram às autoridades e foram presos.

De acordo com a 12ª DP (Copacabana), os investigadores realizaram diligências em dois endereços ligados ao adolescente, um em Copacabana e outro em São Cristóvão, na zona Norte, mas o suspeito não foi localizado.

O MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) manifestou-se favoravelmente à internação provisória do menor, após receber novas denúncias de casos de estupro coletivo. A Vara da Infância e Juventude da Capital decretou a medida e expediu mandado de busca e apreensão contra o adolescente.

““Inicialmente, na terça-feira (3), o MPRJ não havia solicitado à VECA (Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente) a apreensão do investigado”, informou o órgão.”

Na ocasião, o MPRJ argumentou que não havia solicitação expressa da autoridade policial nem elementos suficientes que demonstrassem a necessidade imediata da medida. Contudo, com o avanço das investigações e a apresentação de novos fatos, o MPRJ passou a defender a internação provisória do adolescente, indicando que surgiram indícios concretos que justificariam a medida socioeducativa mais rigorosa.

A Polícia Civil também investiga a possível participação do grupo em outros dois casos de estupro com o mesmo modus operandi, registrados desde 2023. As vítimas procuraram a delegacia e reconheceram os jovens envolvidos.

As investigações continuam para localizar o adolescente e identificar todos os participantes dos crimes. A polícia analisa novas denúncias e imagens que possam ajudar a esclarecer os casos.

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