Mineira cobra resgate após alertas de mísseis em cruzeiro parado em Dubai

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Uma empresária mineira, Ana Paula de Oliveira Graciani, relatou tensão e cobrou resgate após alertas de mísseis enquanto estava a bordo do cruzeiro MSC Euríbia, ancorado no porto de Dubai. A embarcação, que abriga mais de 200 brasileiros, não tem previsão de saída devido ao fechamento do espaço aéreo e ao risco de novos ataques na região.

Os passageiros informaram que continuam recebendo alertas de mísseis em seus celulares. “Todo dia aparece esse tipo de mensagem pra gente”, afirmou uma das brasileiras no navio. O consulado brasileiro esteve no local, mas não apresentou soluções. “O consulado brasileiro já veio aqui, nada resolveu. Falou que era pra gente ficar tranquilo, mas que cada um ia ver o seu voo”, disse Ana Paula.

Ela destacou que cidadãos de outras nacionalidades estão sendo retirados com apoio de seus governos. O governo da Espanha, por exemplo, fretou um avião para repatriar seus cidadãos e enviou um ônibus para buscá-los no porto, levando-os até Omã, de onde partirão para Madri. “Eles encaixaram algumas pessoas daqui. Foi isso que nos passaram”, relatou.

Os brasileiros, no entanto, não concordam com essa alternativa e exigem uma ação direta do governo federal. “Estamos aqui com os brasileiros. Todo mundo não concorda com isso. Queremos ficar aqui. Queremos uma resposta do consulado. Queremos que o governo brasileiro frete um avião e nos tire daqui. Nós estamos correndo risco de vida”, afirmou Ana Paula.

O clima no navio é de incerteza. “Não tem informação concreta nenhuma. Estamos totalmente desorganizados. Estamos todos aqui aguardando a resposta do consulado brasileiro”, disse a empresária. O MSC Euríbia permanece parado desde o fim de semana, quando os passageiros receberam alertas sonoros sobre a possível chegada de mísseis, levando ao cancelamento da viagem, que faria paradas em Doha, Bahrein e Abu Dhabi.

O Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil em Abu Dhabi, informou que está ciente do caso e acompanha a situação, prestando assistência consular aos brasileiros e mantendo contato com as autoridades locais.

O conflito no Oriente Médio se intensificou após um ataque coordenado das forças armadas dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, resultando na morte do líder supremo Ali Khamenei. O Irã respondeu com ataques contra Israel e bases militares dos EUA na região, prometendo vingança.

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