O Ministério Público do Distrito Federal requereu à Justiça que um novo caso de agressão cometido pelo ex-piloto Pedro Turra seja julgado como tentativa de homicídio. O pedido foi assinado pelo promotor Flávio Roberto Borges Santos e atende à solicitação da defesa de Arthur Azevedo Valentim, agredido por Turra em junho de 2025 em uma praça de Águas Claras.
Os advogados de Valentim anexaram ao processo o depoimento de uma testemunha que descreve um padrão de comportamento agressivo de Turra, indicando a intenção de “bater para matar” durante a briga. Atualmente, a agressão contra Valentim é classificada como “lesão corporal” e tramita na Vara Criminal de Taguatinga.
Se o caso for reenquadrado como “tentativa de homicídio”, ele será transferido para o júri popular. Turra já é réu por homicídio no caso da morte de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, após uma briga de rua e está em prisão preventiva no Centro de Detenção Provisória (CDP) aguardando julgamento.
O caso de Valentim foi denunciado em junho de 2025, mas Turra prestou depoimento apenas em 27 de janeiro de 2026. A Polícia Civil concluiu o inquérito como lesão corporal e enviou para a Justiça do Distrito Federal. A defesa de Valentim argumenta que o depoimento da testemunha evidencia que a conduta de Turra vai além do crime de lesão corporal.
“”Ele queria bater para matar”, disse a testemunha sobre Pedro Turra.”
A testemunha relatou que estava com Turra no dia da agressão e que ele foi ao local onde Valentim estava com a intenção de agredi-lo. “Ele não queria parar de bater, ele queria bater para matar”, afirmou.
O depoimento também revela que a confusão começou por um mal-entendido envolvendo a namorada de Turra, Lauanny Faria Braier Borges. A testemunha disse que tentou intervir, pedindo a Turra para conversar em vez de partir para a agressão. Turra, no entanto, teria respondido que, se pegasse Valentim, o mataria.
A testemunha enviou uma mensagem de alerta a Valentim antes da agressão, informando-o que Turra estava a caminho. “Acabei de te ver. Corre”, escreveu. Ela também descreveu como Turra chamou amigos para ajudá-lo na briga, cercando Valentim.
Após uma conversa que parecia ter resolvido a situação, Valentim foi surpreendido por um golpe de mata-leão de Turra, que começou a socá-lo. A agressão só cessou quando a testemunha interveio, puxando Turra pelo cabelo e alegando que a polícia estava chegando.
O processo atualmente tramita no Juizado Especial Criminal de Taguatinga e aguarda análise da Justiça e manifestação do Ministério Público.
A vítima, Arthur Valentim, registrou um boletim de ocorrência em 28 de junho de 2025, relatando que, após um desentendimento com Turra, foi agredido quando estava sozinho em uma praça. Ele afirmou que, após uma conversa inicial, foi surpreendido com um soco e imobilizado com um mata-leão, recebendo socos no rosto antes de conseguir escapar.


