O Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma apuração sobre os impactos ambientais da obra da Ponte do Futuro, localizada entre as cidades de Lucena e Cabedelo, na Paraíba, após a divulgação de um vídeo mostrando macacos-pregos-galegos na área da construção.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 12 de março de 2026. O MPF solicitou dados à Secretaria de Estado da Infraestrutura e dos Recursos Hídricos (SEIRH) e ao Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB) sobre o impacto ambiental da obra e as medidas adotadas para proteger a fauna local.
O DER-PB confirmou que irá responder ao MPF dentro do prazo legal, assim como os outros órgãos mencionados. A SEIRH informou que o DER-PB é o responsável por essa questão.
O MPF está interessado em informações sobre corredores ecológicos previstos no licenciamento ambiental da obra, que visam conectar uma reserva particular à Mata da Utinga. Além disso, o órgão requisitou detalhes sobre as medidas para garantir a circulação segura da fauna silvestre na área afetada, incluindo a instalação de passagens aéreas e terrestres.
O macaco-prego-galego, espécie considerada “em perigo de extinção” na Lista Brasileira de Espécies Ameaçadas de Extinção e na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN Red List), também está sob a proteção do MPF. O órgão solicitou relatórios técnicos, registros fotográficos e dados de monitoramento da fauna para verificar as medidas de proteção aos animais na região da obra.
“”As imagens foram veiculadas redes sociais de dezenas de macacos-prego-galego atravessando a região em que está sendo realizada a obra da Ponte do Futuro, ou pelo menos parte da obra. O Ministério Público Federal precisa entender, compreender, inicialmente qual a problemática, se não foi realmente iniciar qualquer estrutura para passagem dos animais. E se não foi, qual o motivo disso não ter se iniciado”, disse o procurador João Raphael.”
O ofício com o requerimento de informações foi enviado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e à Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) para ciência das pastas.


