No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, atos ocorreram nas cinco regiões do Brasil e em diversas capitais ao redor do mundo. As principais reivindicações foram a igualdade de gênero e o fim da violência, tanto a de gênero quanto a das guerras.
No Rio de Janeiro, milhares de pessoas protestaram contra o feminicídio, que atingiu o maior número de registros no Brasil nos últimos dez anos. Entre os casos lembrados, destacaram-se a morte de Tainara Souza Santos, atropelada por um ex-companheiro em São Paulo, e o estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana.
À frente da marcha, um grupo de pernaltas carregava uma faixa com a frase: “Juntas somos gigantes”. Além das questões de gênero, as marchas abordaram temas como a luta contra o racismo, a exploração e as guerras.
A Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), uma das organizações que apoiaram os atos, destacou em manifesto que “mulheres no Brasil, em Gaza, em Cuba, na Venezuela e em tantos outros lugares enfrentam guerras, ameaças à soberania, avanço da extrema direita e a retirada de direitos básicos”.
Em nível global, as passeatas também expressaram oposição à guerra no Irã. Na Espanha, a segunda vice-presidente do governo, Yolanda Díaz, pediu às feministas que “deem um passo à frente” contra a guerra conduzida por Estados Unidos e Israel. “Está em nossas mãos parar a guerra, parar a barbárie e conquistar direitos. Nós nos declaramos em defesa da paz, do povo iraniano e das mulheres iranianas”, afirmou Yolanda.
Na França, dezenas de milhares de manifestantes se reuniram em Paris em defesa dos direitos das mulheres, que, segundo organizadores, estão ameaçados pelo avanço do conservadorismo. “Não renunciaremos a nada!”, declarou Gisèle Pelicot, uma figura internacional na luta contra a violência de gênero, durante seu discurso para a multidão.


