Servidores da carreira de Finanças e Controle aprovaram a retomada de uma operação-padrão após assembleia do Unacon Sindical, realizada na quinta-feira (5). A operação-padrão é uma mobilização em que os servidores cumprem estritamente todos os procedimentos e prazos previstos nas normas, o que pode reduzir o ritmo de análise de processos e provocar atrasos.
A direção da categoria informou que processos conduzidos pela CGU (Controladoria-Geral da União), incluindo apurações relacionadas ao caso do Banco Master e investigações sobre fraudes envolvendo o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), podem ser impactados pela mobilização. “Não temos alternativa senão intensificar o movimento, em que pese os prejuízos que vão ser gerados na apuração desses casos importantes que a CGU está investigando”, afirmou Rudinei Marques, presidente do Unacon Sindical.
No caso Master, a CGU atua em conjunto com o Banco Central para definir o processo administrativo envolvendo dois servidores do BC: Paulo Sérgio Neves de Sousa, ex-diretor de fiscalização da instituição, e Bellini Santana, ex-integrante do Departamento de Supervisão Bancária. Nas investigações sobre fraudes no INSS, a CGU instaurou, no ano passado, 40 novos Processos Administrativos de Responsabilização contra 38 entidades e três empresas suspeitas de cobrar ilegalmente mensalidades associativas de aposentados e pensionistas.
A Controladoria também participou da Operação Sem Desconto, que mobilizou cerca de 300 servidores da CGU e 800 policiais federais. Além disso, a operação-padrão pode afetar outras atividades da carreira, como a análise de recursos relacionados à Lei de Acesso à Informação e a divulgação de resultados de avaliações de empresas inscritas no programa Pró-Ética.
De acordo com o Unacon Sindical, a mobilização ocorre em meio a reivindicações da categoria. O sindicato afirma que o governo não teria cumprido integralmente um acordo firmado com integrantes da carreira há cerca de 15 meses, que incluiria mudanças no enquadramento da tabela de progressão, atualização do tempo de progressão para 12 meses e o envio de um projeto de lei ao Congresso sobre a estrutura da carreira.
A Controladoria-Geral da União foi contatada para comentar as reivindicações e os possíveis impactos da mobilização e aguarda retorno.

