O Exército israelense emitiu novas ordens de retirada para o sul do Líbano nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, ampliando a zona que os moradores devem deixar na região de fronteira. A orientação é para que os moradores se desloquem para o norte do país, além do rio Zahrani. Com essa determinação, as ordens de retirada já abrangem 10% do território libanês.
O número de mortos no Líbano desde o início da mais recente escalada de Israel chegou a 687, incluindo 98 crianças, conforme informou o ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos. Entre os mortos, estão 15 médicos e socorristas, e outros 45 ficaram feridos.
A chefe da Organização Internacional para as Migrações (OIM) expressou preocupação nesta quinta-feira com relatos de um ataque que atingiu pessoas deslocadas em Beirute, resultando em oito mortos e dezenas de feridos.
““Civis e bens civis nunca devem ser alvos deliberados; seus locais de abrigo e infraestrutura relacionada nunca devem ser alvo de hostilidades militares”,”
disse Amy Pope, em comunicado da OIM.
Mais de 800 mil pessoas foram deslocadas no Líbano após as ordens de retirada em larga escala, e cerca de 125 mil estão atualmente vivendo em abrigos administrados pelo governo libanês.
O Líbano começou a ser alvo de ataques israelenses após o grupo radical Hezbollah, aliado do Irã, lançar projéteis contra Israel em retaliação aos bombardeios realizados no Irã. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter realizado um ataque em conjunto com o Hezbollah contra Israel, atingindo mais de 50 alvos em cinco horas de fogo contínuo na quarta-feira, 11 de março.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou nesta quinta-feira que alertou ao presidente libanês, Josef Aoun, que se seu governo não impedisse o Hezbollah de disparar contra Israel,
““tomaria o território e faríamos isso nós mesmos”.”
Ele acrescentou:
““Prometemos tranquilidade e segurança às comunidades do norte, e é exatamente isso que cumpriremos”.”
O conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã teve início em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, enquanto a Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em ataques iranianos.


