O Oscar 2026, realizado em 16 de março, trouxe surpresas e decepções. O filme brasileiro O Agente Secreto, que recebeu elogios pela atuação de Wagner Moura, foi indicado a quatro categorias, incluindo melhor filme, mas não conquistou nenhuma estatueta.
No entanto, o maior fracasso da noite foi Marty Supreme, que, apesar de ser aclamado e indicado a nove categorias, não venceu em nenhuma delas. O filme alimentava esperanças de que Timothée Chalamet finalmente receberia o prêmio de melhor ator, mas seu desempenho nas premiações foi abaixo do esperado.
Chalamet, que interpretou Marty Mauser, um jovem judeu-americano que sonha em se tornar um ícone do tênis de mesa na década de 1950, era considerado um dos favoritos ao lado de Wagner Moura e Michael B. Jordan, de Pecadores. Contudo, à medida que as premiações avançavam, o sucesso dos concorrentes de Chalamet crescia.
A situação se agravou quando Michael B. Jordan venceu o The Actor Awards, o antigo SAG, o que indicava uma derrocada iminente para Chalamet. Este era sua terceira indicação ao Oscar, após ser indicado em 2018 por Me Chame Pelo Seu Nome e em 2025 por Um Completo Desconhecido.
Chalamet investiu em uma campanha publicitária chamativa, mas isso gerou desgaste em sua imagem. A poucos dias do Oscar, uma polêmica envolvendo uma entrevista com Matthew McConaughey fez sua reputação em Hollywood ficar ainda mais fragilizada. Chalamet afirmou que não deseja trabalhar em “balé, ópera, ou artes nas quais é preciso se esforçar para manter uma coisa viva, ainda que ninguém mais ligue”.
Embora a declaração não tenha afetado a votação do Oscar, que já estava encerrada, ela reacendeu a percepção negativa sobre Chalamet. Além disso, o filme pode ter sido impactado por polêmicas envolvendo seu diretor, Josh Safdie, que anunciou a separação de seu irmão Benny Safdie em 2024. Rumores indicam que a separação foi motivada por uma cena íntima envolvendo uma atriz menor de idade, que teria enfurecido Benny, embora a suposta vítima nunca tenha denunciado o ocorrido.


