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Leitura: Pai relata que filho não quer mais ir à escola após caso de racismo em Maceió
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Justiça

Pai relata que filho não quer mais ir à escola após caso de racismo em Maceió

Amanda Rocha
Última atualização: 7 de março de 2026 10:27
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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A Polícia investiga uma denúncia de racismo em uma escola particular no Benedito Bentes, em Maceió. Paulo Jorge da Silva Junior, pai de um estudante de 13 anos, relatou que o filho não quer mais ir à escola após ser comparado a um chimpanzé por um professor de matemática.

O adolescente chegou em casa chorando no dia do incidente. Segundo o pai, o garoto sempre voltava feliz da escola, mas naquele dia estava abatido. “Quando perguntamos o que tinha acontecido, ele caiu aos prantos e contou que o professor apontou para um desenho de macaco no caderno e disse que parecia com ele”, afirmou.

Após o relato do filho, Paulo procurou a direção da escola e foi informado de que o professor confirmou o ocorrido. “Recebi o vídeo constrangedor, por sinal. E aí a gente procurou a Justiça para tomar as medidas cabíveis”, disse o pai.

O caso ocorreu no dia 12 de fevereiro de 2026, mas ganhou repercussão após a abertura de um inquérito policial. A Delegacia Especial dos Crimes contra Vulneráveis Tia Marcelina está investigando o crime. O advogado Alberto Jorge, representante da família, explicou que parte do inquérito já foi concluída com a escuta do adolescente.

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A delegada Rebecca Cordeiro, titular da Delegacia, informou que o suspeito será chamado para depor e, em seguida, o caso será encaminhado à 14ª Vara Criminal, onde o processo criminal terá início.

O Colégio Fantástico, onde o incidente ocorreu, repudiou o ato de racismo e informou que o professor foi afastado e não faz mais parte do quadro de colaboradores da instituição. O Conselho Tutelar de Maceió acompanha o caso e está à disposição para colaborar com os esclarecimentos e providências necessárias.

TAGGED:AlagoasAlberto JorgeColégio FantásticoDelegacia Especial dos Crimes contra VulneráveisDireitos HumanosJustiçaMaceióPaulo Jorge da Silva JuniorRacismoRebecca Cordeiro
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