O aplicativo de pagamentos japonês PayPay, do SoftBank, começou a ser negociado na Nasdaq nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, após levantar cerca de US$ 880 milhões em uma aguardada oferta inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos.
A empresa prosseguiu com a oferta apesar do conflito no Oriente Médio, que afetou os mercados globais e impactou negativamente o apetite por risco. O mercado de IPOs dos EUA também enfrentou dificuldades para se estabilizar no último mês, levando algumas empresas a adiarem seus planos de abertura de capital.
A PayPay e um fundo de investimento controlado pelo SoftBank Group venderam cerca de 55 milhões de American Depositary Shares (ADSs) a US$ 16 cada, abaixo da faixa de preço indicativa de US$ 17 a US$ 20. O IPO avaliou a empresa em US$ 10,7 bilhões.
O IPO estava inicialmente previsto para dezembro, mas a paralisação histórica do governo dos EUA no ano passado atrasou a análise regulatória. A PayPay marca a primeira listagem nos EUA de uma empresa com investimento majoritário do SoftBank desde o IPO da fabricante de chips Arm em 2023.
A abertura de capital ocorre em um momento em que o SoftBank intensifica seus investimentos em inteligência artificial, incluindo sua aposta “total” na OpenAI.
A PayPay foi formada em conjunto pelo SoftBank e pelo Yahoo Japan em 2018 e entrou no mercado isentando as taxas de transação para pequenos e médios comerciantes por até três anos. Com sede em Tóquio, a empresa desempenhou um papel fundamental ao incentivar os consumidores japoneses a abandonar o dinheiro em espécie, oferecendo descontos em seu aplicativo de pagamentos.
No final de 2025, a PayPay contava com aproximadamente 72 milhões de usuários cadastrados. Inicialmente focada em pagamentos sem dinheiro físico, a empresa expandiu-se para crédito, serviços bancários, valores mobiliários e seguros, tornando-se uma plataforma financeira digital completa. No mês passado, anunciou uma parceria com a Visa, enquanto busca expandir-se para os EUA.


