A Polícia Federal (PF) divulgou uma nota nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, informando que dados do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que haviam sido excluídos a pedido do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram reintroduzidos pela Apple nos sistemas do Senado a pedido da presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Segundo a nota, as informações sigilosas armazenadas na sala-cofre da CPMI foram reintroduzidas “fora do controle inicial da cadeia de custódia estabelecida judicialmente”. A PF também relatou que os fatos foram comunicados ao magistrado relator do caso.
Na terça-feira, 17 de março, a PF recolheu o material do ex-controlador do Banco Master, conforme solicitado por Mendonça. Todos os materiais foram lacrados e formatados, e a decisão do ministro também proibiu o acesso de parlamentares e assessores à sala no Senado.
“”A Polícia Federal informa que, em cumprimento à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, nos autos da PET 15.612/DF, realizou a retirada, extração, cópia segura e posterior exclusão dos dados armazenados nos ambientes técnicos do Senado Federal”, afirmou a PF.”
A PF destacou que as medidas foram executadas com rigorosa observância dos protocolos de cadeia de custódia, integridade probatória e segregação de informações sensíveis. Durante a ação, foi constatada a reintrodução, no ambiente do Senado Federal, de dados anteriormente excluídos pela PF, decorrente de solicitação direta da presidência da CPMI à empresa Apple.
O fato gerou um novo fluxo de download e armazenamento dos arquivos, fora do controle inicial da cadeia de custódia estabelecida judicialmente. A PF também informou que os fatos foram devidamente relatados ao ministro relator.
A PF justificou a ação em nome da preservação do sigilo em relação à vida privada dos investigados pela Operação Compliance Zero, que inclui dados sensíveis, como imagens íntimas e fotos com parlamentares em momentos pessoais.
A PF entrou em contato com a Apple para questionar sobre o reenvio de informações à CPMI do INSS, mas a empresa afirmou que não comentará o caso no momento.


